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procrastinar

2011/04/06

(tanto tempo sem desenhar e já se estava a ver que ia sair asneira, ou pelo menos um desenho fatela. foi o caso)

 

Procrastinar é um verbo no qual sou perita.

Não que seja a Markl sister que assina a coluna que usa este verbo.  Tampouco assino blogues que nos ajudam a contornar este verbo tramado. Aqui entre nós, para além deste recôndito site , não escrevo em mais lado nenhum.

Sou perita porque fujo dos assuntos chatos como o diabo da cruz. Faço listas bonitas, semanais, e tendo a reescrever meia dúzia de tarefas dolorosas vezes sem conta, porque não estou para agarrar o boi pelos cornos, porque dói, porque é chato, porque me consome, porque me suga a energia.
E depois tropeço nisto

E o particular torna-se geral.  E o meu varrer para debaixo do tapete, aplicado a um povo, dá asneira. E isto aplica-se a tanta coisa, senhores…

miss organização (…)

2011/01/18
  1. a pessoal (cor de rosa e rocaille, como eu gosto)
  2. a familiar
  3. a de trabalho
  4. a outra de trabalho, só para escrever listas de afazeres
  5. e ainda 3 calendários excel, para diferentes assuntos
  6. ah, e dois ficheiros word, também com calendários

a minha vida está organizada entre muitas (demasiadas) agendas.

entre tantas tenho-me esquecido de agendar um novo desenho para um novo post.

podia começar por agendar dormir mais

e comer menos

se ainda vou a tempo, BOM ANO!

(ro)cocó

2010/11/20

O passado post fez-me pensar numa velha paixão – o século XVIII

Quem vivia bem, vivia mesmo bem. E que fausto, senhores!

Ainda há pouco tempo estive num palacete em Paris, Jacquemart André, que foi casado com uma plebeia.
Ok, já não era no século XVIII, mas neste aspecto as coisas ainda se mantinham: a Sra André foi catapultada para a nata da sociedade aristocrata e endinheirada graças ao seu esprit (era espirituosa, portanto). Inteligente, boa pintora e, provavelmente, com um refinado sentido de humor.
O esprit era, para os de sangue normal, vermelho escuro, um possível passaporte para a corte e a sua vida faustosa, animando as soirées.

Se vivesse nessa época só me safava pela costela aristocrata, que o (meu) humor escatológico não faz muita escola (excepto para 2 ou 3 amigos, entre os quais uma gastrenterologista…)

ps – o desenho foi baseado nesta maravilhosa imagem, nada escatológica, por sinal

já ganhei o dia

2010/11/19

 

Lindo! (amo o século XVIII e a cultura rococó)

Este é o selo de blog amigable, ou seja, o Selo Dardos que o blog O único planeta que temos ofereceu ao melro! Obrigada pela honra :)

«O Prémio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc… que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras.
Estes selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web
».

e tem umas regras associadas
1 – Exibir o selo no blog;
2 – Revelar o link do blog que atribuiu o prémio;
3 - Atribuir o prémio a 10, 15 ou 30 blogs.
vou ter de pensar neste nº3 e torno a dar notícias…

geração rasca

2010/11/09

esta noite sonhei assim

que saltava ao som de Porch*.

Até nos sonhos sei as letras das músicas que ouvia na adolescência de cor. Acho que as vou levar desta para melhor comigo.

Creio que as gerações são fáceis de definir: diz-me o que cantas de cor, dir-te-ei a que geração pertences…

*faixa 8 do álbum Ten. Pearl Jam, pois claro

o outro

2010/11/04

desenho

eu também não…

2010/10/29

back in business*

2010/10/22

há dias fiz dois desenhos que abordam a temática das alegrias da maternidade

hoje partilho um

*estranho business este da blogosfera. quanto mais leio mais me apercebo da mesquinhez de quem navega e não encontra melhor a fazer do que criticar violenta e desnecessariamente o que outros escrevem. um dia destes escrevo sobre isto

só para avisar

2010/08/30

aqui o melro tem novo ninho, sem ligação (por enquanto) à net. por isso vou andar noutros voos durante uns tempos.

obrigada pela compreensão

melro versus melro

2010/08/14

ah pois é

nem o Corto, o Goethe e o Coltrane juntos evitam que este seja um blog demasiado de gaja.
isto assim não pode ser

está decretada guerra

para contar à noite ao serão (ah, aH, AH)

2010/08/13

(descobri esta pérola e não podia deixar de a partilhar)

a few of my favorite things

2010/08/09

A Mab desafiou-me a escrever 10 coisas de que gosto muito. Aqui estão algumas (em ordem aleatória)

lanço o repto à Likas e à Ana :)

por um canudo

2010/08/08

as férias

este ano é assim.

Também poderia ter dado a este post o título de dor de cotovelo.
Tenho muita. Muita mesmo.

Até convivo bem com o facto de não ter férias neste Verão e de ainda não ter conseguido ir à praia, não fosse tropeçar em sites como este, com fotos obscenas de dias (assim) de praia maravilhosos que me fazem aguar em frente ao computador, enquanto enxoto as melgas que me atacam em voo picado e recolho os seus cadáveres num guardanapo de papel.

Valha-me o melhor programa de rádio do mundo, que infelizmente não posso dizer que é o meu porque ainda não o ouvi porque foi substituído pelo festival do SW…

Nada como boa excelente música para me animar nestas noites estivais em que o trabalho é (felizmente!) muito gratificante e findas as quais uma casinha a estrear me aguardará (:

Jean Kilbourne

2010/08/03

Um nome a reter.

Excelente comunicadora que desmonta e analisa as imagens veiculadas pela publicidade e pelos media.

O que escrevi aqui, “ A arte contemporânea tem um interessante sujeito de discussão: a arte imita a vida ou a vida imita a arte? Sugiro que se troque arte por ficção. A ficção imita a vida ou é o contrário? Aqui entre nós diria que é mais o contrário.” ecoa totalmente nas palavras desta senhora.

Este é um excerto do seu mais recente Killing us Softly, filmes em que faz a análise de imagem de uma forma incisiva. Uma pequena pesquisa na net sobre isto vale a pena para quem quer aprofundar a questão.

Hoje nada de desenhos, mas voltarão brevemente…

estrela da rádio

2010/07/25

Tudo começou com um convite. (Sempre) queres participar? achamos que tens potencial para a coisa
E pronto, aqui estou, uma estrela da rádio. Comercial. Dia 7 de Agosto às 22h :)

Ui ca bom!

ps – obrigada, Ana, pela simpatia e por tudo!

ps2 – não tive, mas sempre sonhei em ter um My first Sony. Foi aí que me inspirei…

ps3 – ouçam! :)

agá de híbrido

2010/07/16

A editora Planeta Tangerina tem livros lindos e bestiais. Aprecio especialmente o Coração de Mãe e o Pê de Pai. São muitíssimo poéticos e as ilustrações extraordinárias. São extremamente simples e, no entanto, incrivelmente eficazes e belas.

Decidi acrescentar um à colecção, com ilustrações inspiradas nas de Bernardo Carvalho. É o Agá de Híbrido.
Híbrido é o pai, ou mãe, que não chega a sê-lo mas também nunca deixa de o ser. É híbrido.

Mas para terminar este post não resisto em deixar um filme delicioso :)

evangelização

2010/07/15

Se há coisas que por si só já me tiram do sério, umas mais do que outras, cruzar-me com evangelizadores delas é o fim da picada

É que não há paciência para qualquer tipo de fundamentalismo. Ponto final parágrafo.

chata profissional

2010/07/01

Há que dizê-lo com frontalidade

sou eu

Cheguei à brilhante conclusão que sou uma chata profissional. Daquelas que chateiam o outro ao telefone. A perguntar e a perguntar e a perguntar preços e como é que se faz e como é que se deixa de fazer e então e se for assim e então e se for assado então e se já não for nada disto e se começarmos tudo do início como é que passa a ser.
E fico muito chateada de perceber que do outro lado estão a bufar e cheios de vontade de me mandar dar uma volta.
Às vezes mandam mesmo. O que me atiça ainda mais e me dá vontade de ligar de novo só para mandar vir com eles por serem uns brutos mal-educados.

Já liguei de volta para um ginásio a dizer que não gostava nada que me tratassem pelo nome, que não os conhecia de lado nenhum e não tinha andado na escola com eles para lhes dar estas confianças e para eles era a Sra Dona e mais nada, que estas modernices de marketing de proximidade só me punham a milhas. Toma.

Por vezes faço tantas perguntas que pensam que sou da concorrência ou perguntam se sou jornalista ou se estou a ligar a título particular ou não. Uma das vezes foi para um curso de preparação para o parto. Para desembolsar cerca de 200€ achei que tinha o direito de colocar todas as questões que me apetecesse. Do outro lado acharam que não e foram palermas e perderam os meus 200€ para outra freguesia. Azar o deles.

Nos EUA não é nada assim. Nunca fui tão bem tratada como lá. Cliente, ou potencial cliente, é rei e trataram-me nas palminhas. E assim comprei, feliz.

Gosto, como qualquer um, de ser bem tratada, que não me façam sentir uma chata que, porventura, serei (sou). Por isso quando encontro alguém que me compreende fico em pulgas de contentamento. E estou em pulgas, porque encontrei a ultra simpática e disponível Desirée que passou horas ao telefone comigo e mais 50 mails a esclarecer-me e a clarificar todas as minhas dúvidas. Boa onda até ao tutano. E vou conhecê-la brevemente! :) Ui ca bom!

ps – os posts não são muito regulares, mas não sinto muita necessidade de escrever ou desenhar se não tiver nada para contar…sorry!

ps2 – pelos vistos a goleada foi a estrela, cadente, da nossa participação. snif

goleada

2010/06/21
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Seja qual for a prestação que Portugal venha a ter neste mundial de Futebol, esta jogatana já ninguém nos tira!

popular

2010/06/13

Popular.  Eis uma ideia que me tem assaltado muito nos últimos tempos.
Devo dizer que deve ser por causa do mês, dos santos populares e afins. Ando muito voltada para a coisa.

Depois dou por mim a pensar que não sou só eu. Que os Deolinda e a Casa Portuguesa estão no mesmo comprimento de onda.

Somos (os Deolinda e eu, pelo menos) filhos do pós 25 de Abril.
Temos histórias de familiares presos em frente à sé de Lisboa, inclusive com dentes arrancados a frio. Temos memória da Spur Cola em tempos em que a Coca Cola ainda era uma desconhecida. Somos do tempo da tv a preto e branco e com fecho da emissão. Dos desenhos animados de países de Leste. Dos primeiros anúncios do creme Johnsons, o supra sumo da batata no que tocava a cosméticos.

Somos a geração que ouviu algumas/muitas histórias mas que sobretudo viveu todas as gigantes transformações deste país na última trintena. Tempo suficiente para se encontrar uma distância confortável do antigo regime que nos permite procurar e abraçar de novo certas tradições. É como se finalmente começássemos a fazer as pazes connosco e com a nossa cultura. E déssemos início a uma corrida contra o tempo para resgatar algumas artes e técnicas, antes que se percam na bruma dos tempos.

Dizia a Inês que a alternância entre modernidade (e sede do mundo) e a tradição é cíclica, e que os ciclos vão coincidindo com períodos de crise. Neste início da 2ª década do século XXI as  crises de valores e identidade são palpáveis (assim como a económica), daí um regresso às raízes, ou âncoras, que nos ajudam a perceber o que somos, de onde vimos e, eventualmente, para onde vamos.

Os três F’s estão aí outra vez em força:  Fado, Fátima, Futebol, e quero acreditar que estão de uma outra forma, mais distanciada e adulta, sem ficarmos embrutecidos pelos mesmos. Que fazem parte de nós assim como tantas outras coisas escritas com outras letras.

Oxalá este povo consiga pacificar-se com a tradição e usá-la para seguir em frente, sem vergonhas nem ares de coitadinhos. E cresça e evolua sem perder de vista o que foi e continua a ser.

ps – para o ano quem vai desfilar na avenida vai ser aqui a vossa amiga, vão ver!

fada do lar

2010/05/29

Li que as fadas do lar estão em extinção (ou lá perto).

Então eu devo andar contra a corrente. Agora dá-me para a costura e, pasme-se!, para a cozinha. Namoro as revistas dedicadas à coisa e até comprei um livro(!!!). (pode a nossa natureza mudar tanto assim, ou é só uma fase?) [Mas eu cá gosto é das fotos, daí a pô-las em prática...]

Se as fadas do lar estão em extinção eu não sei, mas elas andem aí, disfarçadas sim (com bimbys e apetrechos), mas elas andem aí…

Festas de Lisboa

2010/05/27

[Este é o 3º e último dos posts mais urgentes]

As Festas de Lisboa estão aí. Um sem fim de actividades na lusa capital, durante 2 meses (meio de Maio a meio de Julho). Tudo organizado pela Câmara que fez um caderninho para não andarmos perdidos que foi entregue nas caixas do correio.

Fez também um site muito jeitoso, este. Cá em cima há umas belíssimas sardinhas a desfilar. Deixem-me acrescentar que as sardinhas reabilitadas são da responsabilidade de Jorge Silva, ou Silva!, o designer que esteve à frente dos gloriosos tempos do Mil Folhas ilustrado do jornal Público.  Mas o tempo das vacas gordas foi-se e reduziram-se, em muito, as belas páginas ilustradas.

As sardinhas são cada vez  mais um ícone das festas populares lisboetas (creio mesmo que a sardinha concorre com o bacalhau no lugar do peixe favorito/representativo do povo português). O senhor Silva! está à frente desta campanha e foram criadas várias sardinhas ilustradas por grandes nomes. As cores principais são os da bandeira, já que estamos no centenário da república. Eu também quis participar ;)

E pronto. Não há muito a acrescentar. Só dizer que, sem o saber, Jorge Silva foi um pouco responsável pela minha carreira afastada da ilustração. Fui bater-lhe à porta do Público com um portfolio (um bocado mal amanhado, diga-se) e percebi que não trazia nada de novo a esta área. Na altura fiquei um bocado abatida, mas o que é certo é que adoro o que faço e dá-me um grande gozo estes desenhos por desporto.

Pronto. Agora é que é. Fim

ps – descobri hoje, 29 de Maio, que Jorge Silva e as sardinhas e respectivos ilustradores estão em destaque nas páginas iniciais da Agenda Cultural de Lisboa, na versão impressa

burocracia+incompetência=

2010/05/25

Este é um resumo da semana que passou, cheio de (más péssimas) surpresas.

Nada me tira mais do sério do que a incompetência burocrática que resulta em “idas ao bolso” indevidas e mesmo ilegais…

Ui ca bom

2010/05/18

Nestes dias tenho dois blogues com os olhos postos no melro: o do Pedro Rolo Duarte e o da Loja Piri Piri, o que muito me alegra pois são blogues de que gosto muito e visito com regularidade!

Agradeço genuinamente as generosas palavras que escreveram sobre o melro e os seus desenhos! Sabem mesmo bem!!!

Bem-hajam!

:)

craft(e)s

2010/05/17

[Este é o primeiro de 3 posts mais ou menos urgentes que quero aqui deixar. Mas vamos melro-a-melro, um de cada vez.]

Os craft(e)s são a minha mais recente descoberta. Fui recentemente à bem inspiradora feira mensal do Jardim da Estrela em Lisboa e descobri um sem-número de gente muito talentosa a fazer coisas muito boas e criativas.

Na internet cada dia tropeço num novo blog dedicado às artes manuais e ao artesanato  (aqui entre nós crafts soa muito mais sofisticado que a palavra artesanato e se calhar é isto que está a acontecer, o artesanato está a diversificar-se (muito) e a tornar-se (muito) mais sofisticado).

A onda criativa de trabalhos manuais encontra o(s) seu(s) maior(es) expoente(s) na revista Marie Claire Idées, longe das entediantes revistas de ponto cruz e crochet recheadas de ursinhos pirosos. A revista francesa, herdeira da já sumida 100 Idées,  passou de uma tiragem a cada 3 meses para outra a cada 2. Numa época de crise  na imprensa escrita, isto é bem revelador…

Várias explicações possíveis:
(aceitam-se votos)
  • Será da crise?
  • Será da oferta cada vez mas igual em cada cidade, país onde vamos, com as multinacionais a oferecerem o mesmo em todo o lado neste mundo ocidental?
  • Será da falta de saídas profissionais para as pessoas que tiraram cursos artísticos e que querem, ou não, fugir ao ensino?
  • Será uma febre criativa vinda de uma qualquer mosca Glossina palpalis criativuus que anda por estas latitudes?

Certo é que eu fui fortemente picada e vou ali comprar uma máquina de costura e já volto, com mais posts e desenhos.

Até lá podem espreitar os blogs da nova página dedicados a estas lides artísticas (vide cfrats e penas e plumas) e ainda uns quantos nos links aqui do lado, em crias

marie claire idées

2010/05/13

preview du prochain mois ;)

ps – merci Marion!

mother of many

2010/05/12

é assim, tal qual (excepto as bolas e a banheira e essas coisas)

ps – um novo post para muito breve, prometo!

le poids des apparences II

2010/05/04

Volto à carga

Quais as diferenças entre as duas imagens?

Os dois estão vestidos da mesma forma, mas são em tudo diferentes.

O 1º tem um ar bruto, não violento, mas de bruto, simplório. Sobrancelha grossa, olhos pequenos e afastados, orelhas grandes e de abano, nariz grosso, dentadura espaçada. E é gordo.

O 2º tem ar fino, não de espessura ou grossura, mas de fino, sofisticado. Olhar vivo, nariz pequeno, sorriso aberto e boa dentadura, orelhas não salientes. E é magro.

Isto é só a análise de um desenho. As característica faciais estão exageradas e simplificadas, mas a leitura que se faz de imediato com um desenho (fraquito) fazemos nós diariamente com os rostos com que nos cruzamos, rostos que nos dão milhares de informações.

O livro de onde tirei o título do post analisa justamente este tipo de coisas. E põe, preto no branco, verdades que nos custam aceitar, ao nosso lado racional e analítico.

Diz, por exemplo, que o 1º dificilmente sairá da cepa torta. Ainda menino, verá os professores porem-lhe uma etiqueta de estúpido na testa. Pouco rápido, nada brilhante, nunca irá a lado nenhum, pensarão eles. Provavelmente os pais também não contrariarão essas ideias pré concebidas. As suas próprias expectativas decairão ao longo dos anos, em que acaba por se tornar naquilo que os outros reflectem dele – um bruto, um simplório.

Já o 2º terá outras possibilidades. Pelo menos não tem n preconceitos associados à sua imagem, o que já é um bom avanço. O mundo gosta dele e ele pode tornar-se alguém, ter responsabilidades, porque não importantes, tudo depende de outras circunstâncias.

Forma das sobrancelhas, feições mais ou menos “agressivas” ou “moles”, corpo mais ou menos tónico, altura, gordura, tudo isso expande ou retrai o mundo de possibilidades que se nos abre. Supostamente um queixo mais anguloso nos homens faz a diferença numa carreira militar, e as pessoas altas têm maior possibilidade de chegar a cargos de alta chefia, passo a redundância.

Esta é a (triste) realidade. Os (muitos) preconceitos estão aí, associados à imagem (e à genética). Se este é um dado adquirido, o que fazer para o combater? Em adultos, podemos alterar a ordem das coisas, com esforço e inteligência, mas em período de crescimento  precisamos de modelos fortes e combativos, que nos dêem uma boa herança, como já referi em tempos.

Aqui voltarei.

yogi (tea) master

2010/05/01

o clássico é bom

o de chocolate é de chorar por mais, mas já só encontro em saquetas individuais :(

le poids des apparences I

2010/04/30

Aqui está um tema que dá pano para mangas. Pode dizer-se que este é apenas o 1º round, mas na realidade não há combate nenhum… Vamos a factos:

Aqui está um (belo dum) gráfico. A fonte?
Segundo o professor universitário Albert Mehrabian, a aparência determina os sentimentos em relação a alguém: 7 por cento da comunicação passa pelas palavras, 38 por cento pela entoação e pelo som da voz e 55 por cento pelo rosto, pela linguagem corporal e, por extensão, pelo aspecto da indumentária. (página 57 da Courrier Internacional nº170, de Abril de 2010)

Mais nada. Eis estudadinho aquilo que todos sabemos, de forma intuitiva. Já agora o título do post é também o título deste livro.

As conclusões deste estudo já todos sentimos na pele. Há um dos supra sumos da comunicação do qual não me recordo do nome (Watzlawick?) que afirmou que tudo é comunicação, mesmo a não comunicação. Mesmo quando estamos enfiados a um canto mudos e quedos estamos a afirmar não te metas comigo e deixa-me em paz. Ou estou chateado que nem um peru. Ou estou com as angónias (neologismo de um colega meu, palavra cujo significado se percebe logo).

Apesar de ser uma coisa empírica, nada como ter estes números bem presentes. As palavras, o sumo, portanto, tem um peso de 7%. Quer com isto dizer-se que podemos preparar uma bela duma apresentação, passar noites a fio a queimar pestanas e fazer, ainda assim, uma apresentação fraquita, apesar do conteúdo ser bom. Ou fazer um vistaço e perceber muito pouco do assunto.
Mas vamos um pouco mais longe.

Dificilmente me verão escrever posts a tecer loas à moda. Francamente estou-me nas tintas para as tendências da moda, apesar de ser impossível passar-lhes totalmente ao lado, a menos que nunca se compre nenhuma peça de roupa. Mas não há revista, livro, artigo, amiga, mãe, etc que não nos diga que tudo depende da atitude. Moda é atitude. E a atitude é boa parte dos 93%  para além das nossas palavras.

Dito de outra forma, atitude é confiança. Auto-confiança. É um aperto de mão firme, é uma voz segura e bem colocada, é um passo firme, são as costas direitas, é uma boa postura geral, tónica e flexível, que rigidez é para esquecer. É uma pessoa confortável em si e consigo mesma.

Ok, não dá para passar totalmente por cima da genética… Já não falando de uma dentadura lastimosa ou uma cabeleira demasiado farta ou rarefeita, a expressão que temos dá logo uma ideia (errada?) de nós. Sobrancelhas naturalmente descaídas, olhos com a parte branca inferior muito visível e temos imediatamente um carimbo de calimero na testa. Mas ouvi algures que até aos 40 temos a cara que Deus nos dá e a partir daí temos a cara que fazemos (rugas dão um empurrãozito), com as expressões faciais diárias.

Também já li que a Helena Rubinstein, sim sim, a da marca, ela mesma, afirmou que não há mulheres feias, apenas preguiçosas. Onde li também acrescentava que isto era fácil de dizer tendo em conta a conta bancária da referida senhora, mas no fundo no fundo não deixa de ter razão. A cosmética é transversal a todos os níveis sociais (e acho que a qualidade talvez também, com as grandes marcas representadas nos supermercados) e a atitude faz maravilhas.

Eis um tema que dá pano para mangas. Tenho muito mais para dizer e desenhar, mas já se faz tarde (e a máquina da roupa está a acabar e a loiça por lavar and so on and so on).

ps – a propósito de atitude :)

ps 2 – os políticos na tv têm os 100% a seu favor, na rádio já só 45% e percebe-se muito melhor o que dizem e não dizem. Discursos transcritos nos jornais e ficam os 7% preto no branco. Assim se entendem muitos resultados eleitorais.

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