(ro)cocó
O passado post fez-me pensar numa velha paixão – o século XVIII
Quem vivia bem, vivia mesmo bem. E que fausto, senhores!
Ainda há pouco tempo estive num palacete em Paris, Jacquemart André, que foi casado com uma plebeia.
Ok, já não era no século XVIII, mas neste aspecto as coisas ainda se mantinham: a Sra André foi catapultada para a nata da sociedade aristocrata e endinheirada graças ao seu esprit (era espirituosa, portanto). Inteligente, boa pintora e, provavelmente, com um refinado sentido de humor.
O esprit era, para os de sangue normal, vermelho escuro, um possível passaporte para a corte e a sua vida faustosa, animando as soirées.
Se vivesse nessa época só me safava pela costela aristocrata, que o (meu) humor escatológico não faz muita escola (excepto para 2 ou 3 amigos, entre os quais uma gastrenterologista…)
ps – o desenho foi baseado nesta maravilhosa imagem, nada escatológica, por sinal







… e doces com muito chantilly !
Olhe que não, olhe que não.
O esprit ainda tem muito que se lhe diga hoje em dia. Se estiveste em França recentemente, se calhar ouviste falar do caso-escândalo Bettencourt-Barnier.
acompanhei por cá. a sra l’Oreal, certo? até fez capa no Paris Match!
Belo desenho.