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A internet, as crianças e as redes sociais

1. Aviso – post longo porque o tema é sério

2. Não vou agora abordar a questão das crianças como utilizadoras da internet, mas sim a dos seus educadores

3. Vou ser o mais clara e concisa possível (aka curta e grossa)

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Os factos

  • as crianças, até serem maiores de idade, estão sob a responsabilidade dos seus educadores. Quanto mais pequenas são, menos voto na matéria têm
  • a internet não tem um botão para eliminar, ou dito de outra forma – a internet não esquece
  • os servidores, motores de pesquisa e redes sociais não são serviços públicos. São entidades privadas que visam o lucro
  • as políticas de privacidade (que nunca lemos) muitas vezes dizem claramente que o conteúdo que lá colocamos deixa de ser nossa propriedade e passa a ser deles (ex. Instagram)
  • a internet alimenta e estimula uma característica humana – o narcisismo. A sociedade do espectáculo em que vivemos faz o resto do trabalho
  • não controlamos as intenções e (sobretudo) as acções de quem acede aos nossos conteúdos

Os argumentos

  • não podemos passar ao lado desta nova realidade digital e do ritmo acelerado que impõe
  • através da internet as fronteiras são (aparentemente) esbatidas e podemos aceder à informação de todo o mundo digitalizado
  • a internet tornou-se rapidamente no espaço privilegiado de partilha de notícias, informação, factos, opiniões, etc. Até os media tradicionais se aperceberam disso e apostam nos novos suportes digitais
  • é bom termos e darmos notícias aos amigos e familiares que vivem mais ou menos longe
  • gostamos de partilhar as coisas que nos são mais queridas e pensamos que os outros ficarão igualmente felizes por aceder a esses conteúdos
  • há tanta gente a partilhar fotos e informação que dificilmente dariam especial atenção ao nosso conteúdo – quando todos fazem perdemo-nos num quase anonimato

Os contra-argumentos

  • o ritmo das novidades digitais e tecnológicas é demasiado acelerado e não conseguimos processá-lo todo. Não termos tempo para equacionar as novas potencialidades e riscos faz-nos agir de forma irreflectida e precipitada
  • há teorias (fundamentadas?) de que as redes sociais visam o controlo dos indivíduos
  • um conteúdo colocado on-line ganha autonomia – pode ser partilhado e copiado até à exaustão. Mesmo que seja posteriormente apagado, pode estar guardado noutro qualquer computador. Qualquer foto pode ser facilmente guardada, mesmo que não se consiga fazer o download – basta fazer um print screen
  • a existência de uma password não nos garante nada, pois pode ser facilmente quebrada
  • os nossos conteúdos podem passar despercebidos na torrente, mas de um dia para o outro, por um qualquer motivo, podem passar para a ribalta
  • daqui a uns anos os nossos filhos podem não gostar do facto de termos partilhado a sua imagem com o mundo

A solução O compromisso

  • reflectir e estabelecer os nossos próprios limites – até onde podemos ir na partilha de conteúdos?
  • dar instruções claras aos familiares e amigos do que podem, ou não, partilhar sobre nós e os nossos filhos (porque todos captam imagens de forma digital).
  • estudar e aplicar filtros de privacidade nas redes sociais, criando também listas/grupos de amigos, para os diferentes graus de partilha. Alertar os nossos familiares e amigos acerca desses filtros
  •  usar o e-mail, mensagens privadas, nuvens ou serviços de envio para partilhar fotos ou filmes
  • ponderar a criação de um blogue privado, com acesso através de password – apesar de tudo ajuda a manter a privacidade
  • nunca, mas NUNCA colocar conteúdos que de alguma forma humilhem as crianças. Por muito cómicos ou divertidos que sejam, correm o risco de se tornar virais e as consequências são imprevisíveis (eventualmente devastadoras)
  • evitar colocar informação concreta e verídica – o nome completo, o nome dos amigos com link directo, definição do local onde estão, se vão para aqui ou ali de férias, em que escola andam, etc.
  • não nos esquecermos que nada é 100% seguro e fiável, no mundo digital ou real, pelo que devemos pensar sempre que colocamos algo on-line
  • acima de tudo – ser responsável e usar o bom senso e não fazer com as crianças (filhos, sobrinhos, netos, amigos, etc) o que não gostávamos que fizessem connosco

Tens mais alguma sugestão para acrescentar à lista?

É urgente uma utilização responsável e esclarecida da internet e das suas potencialidades, sobretudo por parte dos educadores. A bem de todos.
Se consideras este conteúdo pertinente, partilha-o. 

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