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herança

Tenho para mim que a maior herança que podemos receber, ou legar, é a autoconfiança. Ou autoestima. Já li que são diferentes, mas para o caso não interessa.

Mas uma boa herança não é tudo, ou pode mesmo ser quase nada. Como com outras coisas, devemos saber gerir o legado que nos coube. Podemos ter recebido uma quantia relativamente pequena, mas, com esforço e bons investimentos, podemos fazê-la crescer (e bem!). Ou podemos ter recebido uma bela herança e esbanjá-la na primeira oportunidade.

A boa gestão passa por encontrar bons gestores. Reunirmo-nos de gente que percebe do assunto e que nos ajuda a cuidar dela. Muitas vezes, quando recebemos uma valente herança recebemos também os meios para encontrar essa equipa, o que ajuda. Mas nem sempre é assim.

O que não falta são pessoas a querer roubar-nos a herança que, em maior ou menor grau, ostentamos. Por meios mais ou menos directos atacam-nos e querem fazer-nos duvidar de nós mesmos. A nossa tendência para roubar a herança dos outros está intimamente ligada à herança que recebemos. Quanto menos herdámos mais queremos (inconscientemente?) apropriarmo-nos do que não nos foi dado.

Toda a gente duvida de si. Toda a gente tem medo de fazer as coisas mal. De ser ridículo. De não ser aceite. De não conseguir determinado objectivo. De não ter objectivo. Mas há pessoas que arriscam apesar das dúvidas e medos que as assaltam. E, curiosamente, quanto mais arriscam, mais ganham, apesar de também se exporem mais a possíveis falhanços.

Acima de tudo é preciso saber em que campeonato podemos jogar, quais as nossas capacidades. Se estamos no campeonato certo, com trabalho, autoconfiança e um pedaço de sorte, chegamos onde queremos. Ou pelo menos lá perto.

Tenho pensado muito nestas questões. Tenho a terrível responsabilidade de legar a melhor herança que conseguir. Acreditar a fundo nas capacidades da minha cria, para que ela construa uma excelente imagem de si própria. Acreditar também muito em mim, para não ser incoerente, que é o pior de tudo. E estar sempre ao lado dela quando os (inevitáveis) embates vierem.

superconfiança

Um gigantesco (e emocionado) bem-hajas a quem sempre esteve, e está, ao meu lado.

ps – este post também é dedicado aos meus corajosos amigos que andam na diáspora :)

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