desenhos / piu piu piu

verde a preto e branco

hà pobres e hà ricos. os pobres, por definição consomem menos. por isso poluem menos.
os ricos, por definição consomem mais. poluem mais, portanto.

mas não consigo deixar de pensar no povo norte-americano. os pobres são gordos e a carne vende-se ao preço da uva mijona. os ricos são magros e elegantes e os vegetais custam os olhos da cara, ainda mais se forem orgânicos (là não se diz biologico).

os pobres compram onde podem, nos supermercados mais baratos, os artigos mais baratos.
os ricos podem escolher os locais onde compram e têm um mercado florescente, de gourmet a bio.
um detergente, cosmético, iogurte ou chouriço bio/eco/de agricultura biologica custa muito, muito mais do que os outros produtos. o mesmo se passa com os carros. os hibridos são bem mais caros que os a gasolina. jà para não falar nos electrodomésticos de classe A, que consomem muito menos que os outros.

os pobres vão às lojas dos chineses comprar roupa que foi feita sabe-se là bem como e em que condições, e que implicou uma quantidade gigantesca de combustivel para a trazer de tão longe (jà viram que no supermercado hà alhos que vêm da China?).
os ricos podem comprar local, com assinatura e tudo, tecidos xpto sem quimicos e de algodão orgânico, sustentàvel, o que se queira. mas os ricos deixam uma pegada muito muito superior, sobretudo se viajarem de avião. e hibrido ou não, têm carro e deslocam-se assim.

um destes dias vi um anuncio de um qualquer banco nas traseiras de um autocarro: seja economico. tenha atitude, và para o trabalho de motorista.  e depois a imagem de uma mulher jovem e sofisticada (rica presume-se).
isto da ecologia é muito bonito, mas a titulo individual é dificil fazer alguma diferença efectiva. quem me conhece sabe que desde os 13 que leio o guia do jovem consumidor ecologico ou 50 coisas simples para salvar o planeta e sempre fui perita em dar secas pro-ecologicas a quem se cruza comigo. mas para além de reduzir o tempo do duche e separar o lixo, comprar uns detergentes não agressivos e tentar procurar o algodão orgânico na H&M, sozinha pouco mais posso fazer.

mas quem tem poder de decisão pode. os estados podem. o estado pode. as empresas podem. as pessoas reunidas podem.
é preciso coragem e atitude (aqui sim). investimento sério nos transportes publicos, aposta nos novos combustiveis, exigência de uma ética de produção, etc. mas que os resultados sejam acessiveis e transversais, não apenas para meia duzia de carolas. é neste contexto que a pressão social faz sentido. se o consumidor exigir, as coisas aparecem. mas é preciso esclarecimento e, sobretudo, muita consciência de que não estamos sozinhos e o que fazemos afecta as gerações vindoras.

Oxalà pobres e ricos se ponham de acordo là em Copenhaga. a Terra e a Humanidade agradece.

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